Acesso ao direito à saúde em famílias em situação de deslocamento forçado interno: uma intervenção comunitária a partir do Serviço Social em Mazatlán, Sinaloa
DOI:
https://doi.org/10.35622/Palavras-chave:
desenvolvimento comunitário, direito à saúde, exclusão social, migração interna, serviço socialResumo
O deslocamento forçado interno no México gerou condições de exclusão social que limitam o acesso aos serviços de saúde. No sul de Sinaloa, as famílias deslocadas enfrentam barreiras estruturais, administrativas, territoriais e digitais que dificultam sua vinculação ao sistema de saúde. O objetivo deste estudo foi analisar uma experiência de intervenção comunitária desenvolvida no Fracionamento CVIVE, orientada ao fortalecimento do acesso à saúde em famílias em situação de deslocamento forçado interno. O estudo foi realizado a partir de uma abordagem qualitativa, por meio de um estudo de caso com 40 famílias residentes no fracionamento. Foram utilizadas entrevistas semiestruturadas, observação participante e uma ficha sociodemográfica para fins descritivos. A intervenção incluiu oficinas informativas, assessorias personalizadas e acompanhamento nos processos de afiliação ao programa IMSS-Bienestar. Os resultados mostram avanços no acesso inicial aos serviços de saúde: enquanto no início apenas 8% das famílias contavam com afiliação, ao final da intervenção 82% conseguiram iniciar ou concluir seu registro. Da mesma forma, o conhecimento sobre os procedimentos passou de 2% para 85%. No entanto, persistiram barreiras relacionadas à mobilidade territorial, à exclusão digital e aos custos de deslocamento, que limitam o uso efetivo dos serviços. Conclui-se que a intervenção comunitária contribui para melhorar as condições de acesso e fortalecer capacidades coletivas; no entanto, o exercício efetivo do direito à saúde continua condicionado por fatores estruturais.
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